ADESÃO AO TRATAMENTO DAS PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS EM UM AMBULATÓRIO DE UM MUNICÍPIO DA FOZ DO RIO ITAJAÍ, SANTA CATARINA – BRASIL

Rosalie Kupka Knoll, Marcos Aurélio Maeyama, Paula Camila Schmidlin, Tiago Luan Branchi

Resumo


Apesar de a Terapia Antirretroviral estar disponível na rede pública de saúde e do comprovado aumento da sobrevida das pessoas vivendo com HIV/Aids ao uso da mesma, os índices de adesão ao tratamento ainda não são satisfatórios. Partindo dessa premissa, o estudo buscou identificar os fatores determinantes na adesão ao tratamento de pessoas vivendo com HIV/Aids. Foi realizado um estudo qualitativo baseado em entrevistas semiestruturadas com pacientes que apresentaram a um período de abandono da Terapia Antirretroviral superior a 3 meses. Para análise dos dados foi utilizada a técnica de análise de conteúdo temático. O estudo demonstrou três grandes blocos de categorias relacionadas a adesão ao tratamento: contexto da pessoa, serviços de saúde e tratamento medicamentoso. A pesquisa concluiu que os aspectos relacionados à medicação não são suficientes para explicar a taxa significativa de não adesão. As dificuldades do paciente no entendimento da história natural da doença, a ausência ou precariedade de uma rede de apoio, a presença de comorbidades e as dificuldades da rotina aparecem como fatores que dificultam a adesão. Ainda assim, o serviço de saúde pode atuar como um meio pelo qual, através de orientações e elaboração conjunta de estratégias de enfrentamento, o paciente enfrenta as dificuldades impostas por seu contexto social.


Palavras-chave


Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; Adesão do Paciente; Adesão ao tratamento medicamentoso; Sistema Único de Saúde.

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ISSN: 2175-1323 - R. Saúde públ. Santa Cat. Florianópolis, Santa Catarina - Brasil